Foi em Agosto, dia 8, decorria o ano de 1978, quando, prematuramente - tinha completado, a 27 de Fevereiro, apenas quarenta e cinco anos de vida - o edema pulmonar nos levou o poeta, Ruy Belo é o seu nome. Mas, para além da poesia - a que se deu por inteiro - também foi, durante cerca de três anos, director literário da Editorial Aster e chefe de redacção da revista Rumo, assim como exerceu o cargo de leitor de Português na Universidade de Madrid, entre 1971 e 1977. Ano em que regressa a Lisboa.
Tendo requerido um lugar de assistente na faculdade de Letras de Lisboa, é-lhe recusado, apesar da falta de professores com que o ensino universitário se debatia, e ter qualificações e experiência que o habilitavam a exercer essas funções, tendo apenas conseguido um lugar de professor na Escola Técnica de Cacém, em horário nocturno.
Ruy Belo, para além de grande poeta, foi também um excelente, sério e eficiente tradutor de obras clássicas e primordiais para a humanidade:
Antoine de Saint-Exupéry (Piloto de Guerra, Cidadela e Um Sentido para a Vida), Montesquieu (Confidências sobre as Causas da Grandeza e da Decadência dos Romanos), Blaise Cendrars (Moravagine), Raymond Aron (Ensaios sobre as Liberdades), H.-I. Marron (Do Conhecimento Histórico) e Jorge Luís Borges (Poemas Escolhidos).
Rematamos, esta singela nota sobre o poeta que deu o que tinha: deu-se por inteiro, com um dos seus poemas:
O PORTUGAL FUTURO