quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fotos do Debate Público 'Por Um Rio Maior Vivo'

Ficam neste espaço algumas fotos do Debate Público.
Um agradecimento à participação de todos os que estiveram presentes e que enriqueceram o debate.










Carlos Frazão, vice-presidente da Câmara de Rio Maior

António Serrano, deputado do PS

Manuel Isaac, deputado do CDS


Nuno Serra, deputado do PSD

Pedro Filipe Soares, deputado do BE

Francisco Madeira Lopes, dirigente do PEV

António Filipe, deputado do PCP

Paulo Constantino, porta-voz do Protejo


«Políticos prometem lutar em Lisboa pela despoluição do rio Maior

In O Mirante de 22 de Setembro de 2011:

«Os representantes dos diversos partidos com assento parlamentar presentes no debate público “Por um Rio Maior Vivo” comprometeram-se a apresentar um projecto de resolução conjunto na Assembleia da República procurando respostas por parte do Governo para o problema de poluição do rio Maior que se arrasta há décadas.

“Temos de pedir informação sobre a petição que foi entregue na Assembleia e ver o que pode ser feito entre todos” explica António Filipe, deputado do PCP, garantindo o seu compromisso para com esta causa. De acordo com o deputado comunista estão os restantes representantes políticos do PS, PSD, BE e Os Verdes, que durante a tarde de domingo ouviram os desabafos de cerca de quatro dezenas de pessoas, em S. João da Ribeira. O debate, organizado pelo “Movimento Cívico Ar Puro” pôs na mesa o tema antigo das suiniculturas da região, levando à denúncia de diversas situações de incumprimento.

“Acho extraordinário que este problema se continue a arrastar de um ano para o outro” referia Francisco Madeira Lopes do partido “Os Verdes”, acrescentando que desta vez não poderá ficar na gaveta. “Não basta os políticos virem aqui ouvir, é preciso que haja uma consequência. O que se pede não é que as pecuárias fechem, é apenas que cumpram a lei”, explicava ainda Pedro Filipe Soares do Bloco de Esquerda.
Para PS e PSD a solução, embora possível, não será tão linear. “Existe aqui uma dicotomia entre economia e meio ambiente e claro que isso não é fácil de gerir” explica o deputado social-democrata Nuno Serra. Para o ex-ministro da Agricultura e deputado do PS, António Serrano, o importante é a população continuar vigilante. “Temos de exigir que se cumpra o que está na lei”, explicava, garantindo contudo que tal posição tem de ser tomada “com cautela”.

A petição entregue na Assembleia da República a 26 de Janeiro pretende ver discutido o tema das suiniculturas em instância superior. O tema, que ainda se encontra pendente na Comissão do Ambiente, poderá ver assim reunidas as condições para a sua futura discussão. De acordo com António Costa, um dos responsáveis pela organização do debate, este foi apenas mais um passo de uma longa luta. “Vamos dar continuidade a este trabalho. Os estudos estão feitos, as soluções já existem em papel e todos sabem que temos razão. Só falta pararem de arrastar o tema!” conclui.»

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Debate Público 'Por um Rio Maior Vivo'

Decorreu ontem em São João da Ribeira um debate público promovido pelo Movimento Cívico Ar Puro sobre o tema ‘Por um Rio Maior Vivo’.
Desde já queremos agradecer a participação de todos os que puderam estar presente, pois é através da participação nestes debates que podemos exercer o nosso direito e dever de cidadania.

Este debate contou com uma mesa cheia de ilustres participantes dos quais se pode salientar:
Carlos Frazão (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior), Nuno Serra (Deputado do PSD), António Filipe (Deputado do PCP e Vice Presidente da Assembleia da República), António Serrano (Deputado do PS e Ex-ministro da Agricultura), Manuel Isaac (Deputado do CDS-PP), Pedro Filipe Soares (Deputado do BE), Francisco Madeira Lopes (Dirigente do Partido Ecologista ‘Os Verdes’) e Paulo Constantino (Porta Voz da Protejo – Movimento pelo Tejo).
A moderação ficou a cargo de António Costa, do Movimento Cívico Ar Puro.

Foi uma sessão muito concorrida na qual participaram algumas dezenas de cidadãos interessados.

Na reunião debateram-se vários assuntos ligados ao rio, como a não limpeza das margens e a possível contaminação do rio por empresas do ramo alimentar e agro-pecuárias. Não ficou esquecida a poluição dos lençóis freáticos pela agricultura decorrentes do uso de fertilizantes e pesticidas, nem tão pouco a incúria de alguns cidadãos que deitam ao rio todo o tipo de objectos.

O debate acabou por se centrar na poluição causada pelas suiniculturas e aqui ficou bem patente a dificuldade de se conciliar a necessidade de se criar riqueza com a laboração das empresas e o inegável direito ao bem-estar e saúde das pessoas. Foi dado o exemplo da Finlândia em que têm menos pessoas do que porcos no seu país e mesmo assim é um país reconhecidamente com um bom nível de vida e saúde pública.

Ficou bem claro que o problema contínua a existir e que apesar de haver legislação que regula a actividade destas explorações ela nem sempre consegue ser posta em prática causando um sentimento de impunidade para com os prevaricadores.
Os deputados presentes comprometeram-se em dar seguimento à petição que o movimento cívico Ar Puro entregou na Assembleia da República.

Para finalizar, resta dizer que foi muito positiva a troca de ideias sobre a visão que os vários intervenientes têm do que será melhor para termos um Rio Maior Vivo. O pluralismo de ideias é salutar em democracia e deve de ser estimulado.

domingo, 26 de junho de 2011

É Tempo de Cidadania

Foi em 2009, a 20 de Junho, que se realizou uma manifestação, em Talavera de la Reina, que juntou 40.000 cidadãs e cidadãos exigindo um rio Tejo limpo, com caudal e sem transvases. POR UM TEJO VIVO. Já passaram dois anos, o processo está actual e contínua a exigir que a cidadania assuma as suas responsabilidades. 

O nosso rio também exige a nossa atenção e como afluente do Tejo obriga-nos a olharmos mais longe, o que se passa num tem influência directa imediata, a médio e a longo prazo no outro. É tempo de cuidar da riqueza que nos foi legada e não a desbaratar em nome de um pretenso desenvolvimento.

Sim, porque destruir as potencialidades e as riquezas naturais, que são escassas e perecíveis, não é efectivo progresso humano, social, económico e financeiro, mas sim um retrocesso civilizacional. 

A problemática da água como bem natural e escasso é de uma importância estratégica que não pode ser encarada de ânimo leve, é imperioso que as instâncias centrais, ouvindo e debatendo seriamente com as regionais e locais, assim como sensibilizando, mobilizando e envolvendo activamente a cidadania, através dos mais variados movimentos e associações representativas dos vários sectores, definam estratégias claras e viáveis para a gestão da água em todas as suas dimensões.

Não é razoável descartar responsabilidades, por exemplo; transferir a responsabilidade da limpeza e manutenção dos rios para os proprietários das terras envolventes. Esta e outras questões relacionadas com a gestão dos recursos hídricos são mais complexas; requerem conhecimento científico, técnico e recursos económico-financeiros que os pequenos e médios proprietários não comportam.

Vamos persistir na exigência de um desenvolvimento e ordenamento territorial integrado: onde efectivamente as pessoas sejam a prioridade das prioridades; em que o conhecimento científico e os avanços técnicos que possibilitam a sua concretização estejam ao serviço da humanidade e não de interesses mesquinhos.

A realidade com que estamos confrontados convoca-nos, é tempo de dizer presente, não podemos abandonar as próximas gerações, o futuro constrói-se hoje.

António Costa

terça-feira, 24 de maio de 2011

Movimento Ar Puro nas Jornadas Ibéricas em defesa do Tejo e dos seus afluentes

In Região de Rio Maior, 21/05/2011:

«A situação do rio que dá nome ao concelho de Rio Maior foi um dos temas abordados nas V Jornadas Ibéricas «Por Um Tejo Vivo - em defesa do Tejo e dos seus afluentes», que decorreram em Azambuja, a 14 e 15 deste mês.
Este evento contou com a participação de várias dezenas de organizações ecologistas de Espanha e Portugal, entre as quais o riomaiorense Movimento Cívico «Ar Puro», que se fez representar por uma delegação composta por Conceição Santa Bárbara (foto), António Costa e Annick Robin.
A Conceição Santa Bárbara coube ser oradora num painel sobre «O Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo: Situação do Tejo e seus afluentes em Portugal».
Afirmou que “o rio Maior é hoje um rio morto, devido às descargas dos efluentes das suiniculturas e da indústria agro-alimentar”. Pelo que defendeu a necessidade de “unir esforços, envolvendo as diversas organizações ambientais dos concelhos atravessados por este rio” (Rio Maior, Cartaxo, Santarém e Azambuja), “bem como as respetivas autarquias, no sentido da sua requalificação”.»
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terça-feira, 17 de maio de 2011

Jornadas Ibéricas - Por um Tejo Vivo


As V Jornadas Ibéricas "Por Um Tejo/Tajo Vivo: Em Defesa do Tejo/Tajo e Seus Afluentes" que se realizaram dias 14 e 15 de Maio do corrente ano, na Vila de Azambuja, organizadas pela Rede de Cidadania para uma Nova Cultura do Tejo/Tajo e seus afluentes e o proTEJO - Movimento pelo Tejo.

O Movimento Cívico Ar Puro participou nestas Jornadas com uma intervenção sobre o estado actual do rio Maior, comprometendo-se a envidar todos os esforços para envolver os diferentes actores (Associações ambientalistas, Autarquias e Administração Central), dos concelhos atravessados pelo rio, na sua recuperação e revitalização.



 
Ficaram antecipadamente marcadas por um acto simbólico, levado a cabo pelas organizações vindas das várias regiões de Espanha, foram despejando água limpa da cabeceira do tejo, tanto nas povoações ribeirinhas, durante o percurso (Aranjuez, Toledo, Talavera de la Reina e Valdecanas), até ao local onde as mesmas se realizaram (Azambuja). 

Nestas jornadas ficaram patentes as malfeitorias levadas a cabo pelas mais variadas entidades, públicas e privadas, em particular pelos grandes grupos económico-financeiros, com a benevolência de todos os poderes públicos que devem ter como tarefa garantir os direitos comuns, produzir e fazer cumprir legislação e regulamentação adequada para os vários sectores económicos, em ambos os países, faltando uma estratégia de desenvolvimento integrado, que potencie os recursos naturais como garantia de um equilíbrio territorial, do progresso e da justiça económico-social.

Ficou assumido por todas as organizações, participantes, dos dois países a exigência que o Tejo e todos os seus afluentes sejam encarados como uma unidade e que os governos de ambos os países, assim como os governos autonómicos e as autarquias tudo façam para que os planos de gestão da bacia do Tejo/Tajo, tanto em Portugal como em Espanha, sejam publicados este ano e colocados à discussão e participação públicas.

 Recuperem a vida no Tejo e em todos os seus afluentes, regulando de forma adequada as questões essenciais, tais como o regime de caudais ambientais assim como os objectivos do estado ecológico das águas e a biodiversidae de modo a potenciar as condições naturais para o desenvolvimento integrado tanto das populações ribeirinhas como das regiões envolvidas. Potenciando a agricultura biológica, a indústria agro-alimentar, através do aproveitamento integral da água e a sua reutilização, as pescas, o turismo e as demais actividades económicas relacionadas com o rio.

Também ficou assumido o compromisso de continuar o trabalho com o objectivo de fortalecer as organizações ambientalistas, de molde a empenhar as populações, para que assim sejam criadas as condições necessárias, para a recuperação do Tejo e seus afluentes.  





quinta-feira, 12 de maio de 2011

Suinicultura Valinho - Vale da Rosa

Exploração da Agro-Pecuária Valinho, S.A., em Vale da Rosa, Ribeira de São João.



Segundo um documento da Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAP LVT), a Agro-Pecuária Valinho, está a tentar regularizar esta exploração de modo a poderem ter 5058 suínos de recria/acabamento.

Sobre o consumo de água necessário diariamente para cada suíno, pode-se usar a seguinte tabela:
   Suínos até 55 dias de idade - 3 litros
   Suínos de 56 a 95 dias de idade - 8 litros
   Suínos de 96 a 156 dias de idade - 12 litros
   Suínos de 157 a 230 dias de idade - 20 litros
   Leitoas - 16 litros
   Fêmeas em gestação - 22 litros
   Fêmeas em lactação - 27 litros
   Machos - 20 litros.
Com estes dados, consegue-se ter uma ideia da poluição que alguns milhares de porcos provocam.
Os principais componentes poluentes dos suínos nas águas e solos, são o cobre, o zinco e a amónia. Já em termos de poluentes atmosféricos, são o amoníaco e o metano.

Desde há muito tempo que os habitantes se queixam do mau cheiro e do estado imundo dos canais de água. De notar que esta queixa não é somente dos vizinhos da exploração cujas instalações se encontram a pouco mais de 100 metros de edifícios residênciais. A queixa é de todos os moradores por onde passa o curso de água até este chegar ao rio Maior. Este cheiro sente-se bem no novo parque de merendas de Ribeira de São João.

Já em 1998 a Câmara Municipal de Rio Maior, tinha deliberado por unanimidade o encerramento desta exploração por ‘graves danos ambientais provocados’, como se pode comprovar em:
Mas como estamos em Portugal, nada aconteceu e a exploração continuou a laborar normalmente.

Na semana passada decidimos ir verificar a situação actual da exploração.


Os edifícios apresentam um aspecto degradado, alguns dos quais com o tijolo à mostra.
Os terrenos da exploração não se encontram tratados.

As lagoas não estão impermeabilizadas e as margens não se encontram limpas, podendo potenciar o aparecimento de pragas de roedores e insectos.


Nota-se perfeitamente um escorrimento contínuo de líquidos não tratados das lagoas, contaminando os solos de toda esta região.


A côr dos escorrimentos, não deixam qualquer dúvida sobre a sua origem.


O site da Valinho encontra-se em:
Neste local da internet não vai de certeza encontrar estas imagens, mas sim a imagem de pessoas saudáveis e sorridentes, como:




Gostaria de deixar claro que o que nos move não é o encerramento das pecuárias, pois enquanto houver pessoas que comam carne de porco terá que haver criação de porcos.
O que queremos é que esta criação de porcos se faça de forma digna para o animal, não ponha em risco o ambiente ou a qualidade de vida a que as populações têm direito e não comprometa de forma irreversível o nosso legado para as gerações futuras.

Já a água é um recurso essencial a toda a vida no planeta e para o Homem constitui também um bem essencial em termos económicos, industriais e sociais.
Até há relativamente pouco tempo, por ignorância, este recurso foi encarado como sendo inesgotável e auto-depurador, o que levou a que tenha sido descurado de uma forma muito perigosa.
Finalmente o Homem tomou consciência que a água potável é um bem cada vez mais escasso. É então importante actuar em todos os sectores (agrícola, industrial, doméstico, serviços, …) na redução do consumo de água, no aumento da eficiência do seu uso e na reutilização da água. Não podemos esquecer é de parar enquanto há tempo de poluir e investir nos cursos de água com o intuito de os descontaminar e revitalizar.

sábado, 7 de maio de 2011

Jornadas Ibéricas 'Por um Tejo Vivo'

V Jornadas Ibéricas ‘Por um Tejo Vivo’


O Movimento Cívico "Ar Puro" vai participar nas V Jornadas Ibéricas "POR UM TEJO VIVO" - Em Defesa do Tejo e seus Afluentes, realizadas pelo Movimento proTEJO, dias 14 e 15 de Maio de 2011, em Azambuja.

Estas jornadas vão-se realizar pela primeira vez em Portugal, participam "representantes de mais de cem organizações de cidadãos e ecologistas de Espanha e Portugal, reunidas na Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água no Tejo/Tajo."
É uma realização importante para o Tejo e seus afluentes, por essa razão não podíamos ficar indiferentes, antes pelo contrário, estando empenhados em contribuir para a defesa e recuperação do nosso rio, consideramos imperativo cooperar e aprender com os saberes, as experiências e os estudos já realizados, por todas estas organizações.
"Em Junho de 2011 serão publicados os Planos de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo, em Portugal e em Espanha, que contêm as orientações de gestão e utilização da bacia do Tejo até 2015."
É imperioso que os cidadãos se empenhem na procura de soluções e exijam que sejam garantidos os caudais ambientais assim como, Planos de Gestão e Utilização da Água do Tejo e dos seus afluentes que permitam a sua recuperação e dos seus territórios.

terça-feira, 8 de março de 2011

O que os outros dizem do debate do dia 20 de Fevereiro

Foram vários os que falaram sobre o debate/exposição realizado no último dia 20 de Fevereiro sob o tema 'rio Maior, estado ecológico e potencialidades'.
Ficam aqui alguns dos artigos:

No jornal Região de Rio Maior:

No site do movimento pelo Tejo ProTejo:

No site do Fórum de Rio Maior:

No Blog 'Gota de Água':
http://coisasdoriomaior.blogspot.com/

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

«A revitalização do rio Maior viria melhorar a qualidade de vida e a economia ribeirinha»

In Região de Rio Maior, 25 de Fevereiro de 2011:

«Sessenta pessoas, aproximadamente, participaram no anunciado debate «O rio Maior:estado ecológico e suas potencialidades», promovido no último domingo à tarde, dia 20, no salão da União Recreativa Sanjoanense, em S. João da Ribeira, pelo Movimento Cívico «Ar Puro».

Contando com abordagens às problemáticas desde curso de água e da sua envolvente por banda de associações convidadas, como Paulo Constantino da Protejo, e Valdemar Gomes do Clube do Mato, bem como de Carlos Frazão Correia, vice-presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, os participantes começaram por beneficiar de uma descrição do percurso do rio desde a zona da nascente até desembocar no Tejo, de que se encarregou um dos associados do «Ar Puro», Américo Cardoso, de Arrouquelas, que se apoiou na projecção de uma série de imagens.

Moderou o debate Maria Emília Irmler, nascida em S. João da Ribeira tal como os pais e os avós - a família Paula. O pai era Joaquim Paula (...)

Já se sabe que os moradores de S. João da Ribeira e ali daquela zona andam muito preocupados, já há anos, com o estado de degradação do rio Maior.

"Estamos preocupados", confirma Maria Emília Irmler ao Região de Rio Maior.

"Eu penso que não podemos simplesmente ignorar aquilo que está à nossa volta e as mudanças. Tenho quase sessenta anos e conehci o rio desde criança, quando lá tomava banho tinha os meus 7 ou 8 anos de idade, e a transformação do rio e de tudo que está à volta dele não pode ser ignorado, tantas são as coisas que que se estão a modificar com uma rapidez! E sempre no sentido da destruição...", diz esta senhora.

É claro que o problema começa a montante e não em S. João da Ribeira. Maria Emília Irmler concorda. "sim, o problema é do rio em si, desde a nascente à Vala da Asseca e vai continuando por aí abaixo.

Os problemas daqui têm a ver sobretudo com as culturas intensivas, a produção animal intensiva e a falta de cuidado que deixou de haver com o rio", aponta. Mas acredita que há possibilidades de resolver, pelo menos parcialmente, estes problemas. "Eu penso que é essa a vontade das entidades oficiais, também da nossa Câmara e das Juntas de Freguesia. Penso que não é só uma vontade deste movimento mas uma vontade das populações e das pessoas que estão à frente das instituições. E é em primeiro lugar uma vontade de olhar bem para as coisas, refletir e ver onde é que podemos mudar alguma coisa", considera. "As mudanças não são milagres, não se fazem por milagres, fazem-se com a boa vontade das pessoas, fazem-se com estudo, com reflexão e com a participação de todos. E nós acreditamos que todos temos essa vontade!", conclui Maria Emília Irmler.

Valdemar Gomes historiou o percurso já de 10 anos de preocupações ambientais do Clube do Mato e advertiu: "O ambiente só vai ser respeitado se as pessoas sentirem que fazem parte dele".

Nazaré Varela - a Nazaré Varela que nos habituámos a conhecer no Grupo de Danças e Cantares de S. João da Ribeira -, senhora de grande saber e cultura, dispnesou-se de incómodos de saúde e andou pela Torre do Tombo à procura de fundamentos para a história da sua freguesia e do rio... Maior. para um livro que tem andado a escrever. E contou coisas, de documentos comprovativos na mão, de pasmar os mais novos e provavelmente a maior parte dos de meia-idade!

Realmente, já poucos se devem lembrar que os barcos subiam o rio até S. João da Ribeira para carregar madeira! A própria Nazaré Varela ainda chegou a andar num deles quando tinha 9 anos de idade!

O sável, que é peixe do mar, subia o rio para a desova e os pescadores vinham e barco atrás dele, está registado num documento de 29 de Março de 1758, mas agora...

Na carta de Correição de João Teixeira Albernaz, datada de 1640, o rio Maior entroncava no Tejo, mas em Santarém, não na Azambuja.

Em tempos recuados, o rio só era Maior da Calhariz para baixo, porque resultava da junção, naquela ponto, do rio S. Juan da Ribeira - que era assim que se chamava desde a nascente (Jogadouro - Bocas) até ali, com a ribeira das Alcobertas e a de Almoster, e ia dar à salgada na Azambuja.

Enfim, foi um desfiar de créditos sanjoanenses que é preciso valorizar.

Alguém referiu que apesar do estado do rio, ainda há uqem dele tire partido económico, apanhando o lagostim do rio, muito apreciado em Espanha onde é transformado em paté... Uns bicharocos que para Paulo Constantino, na verdade estão a mais no rio Maior e não só, porque não pertencem à fauna autóctone.

O rosto da Protejo fez uma explicação alargada e pormenorizada do papel da sua associação na defesa da bacia hidrográfica do tejo que, bem se sabe, é hispano-lusitano e está sujeita a transvases cada vez mais volumosos para a economia agrícola espanhola, com enorme prejuízo para as populações ribeirinhas e para Portugal que dispõe de cada vez menos água do tejo. Para ele, toda a comunidade terá que se envolver na implementação do futuro Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo.

Carlos Frazão Correia, embora reconehcendo que o estado do rio está longe de ser bom, fez notar que já esteve pior e apontou os vários fatores de poluição ao longo das décadas, que foram sendo atenuados, prevalencendo agora a das pecuárias. A revisão do PDM e o Plano Estratégico para os próximos vinte anos prevêem que todo o concelho de Rio Maior deixe de estar de costas voltadas para o rio, a exemplo do que se passou com o Mondego e o Lis, por exemplo.»

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Video 'O curso do rio Maior'

Este vídeo foi apresentado como abertura ao debate do último Domingo.
Através de imagens simples, tenta-se mostrar o curso do rio Maior desde a sua nascente nas Bocas até ao seu encontro com o rio Tejo em Azambuja.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Movimento Ar Puro na Maior TV


Reportagem da Maior TV 
sobre o debate "O rio Maior: estado ecológico e potencialidades",
promovido pelo Movimento Ar Puro

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Debate e exposição 'rio Maior: estado ecológico e potencialidades'

Hoje, dia 20 de Fevereiro, em São João de Ribeira, realizou-se o debate sobre o rio Maior, seu estado ecológico e potencialidades.

O debate que contou com a presença de mais de sessenta pessoas foi moderado por Maria Emilia do Movimento Cívico Ar Puro.

Valdemar Gomes do Clube do Mato fez a interligação entre as actividades do clube e o rio Maior. Numa iniciativa realizada pelo Clube do Mato à somente 10 anos, ainda se observou pessoas a lavarem no rio e alguma actividade piscatória.

Nazaré Varela, uma amiga de São João da Ribeira mostrou os estudos que tem vindo a realizar sobre a terra e que estão compilados num livro que espera vir a poder publicar. Entre outros factos muito interessantes, deu conta de documentos que provam que o rio antes de se chamar Rio Maior se chamava Rio São Joan.

Paulo Constantino da ProTejo (Movimento pelo Tejo) informou os presentes das iniciativas que têm sido tomadas para tentar preservar o rio Tejo e as preocupações com os transvases de água no lado de Espanha. Referindo-se mais concretamente ao rio Maior, fez um breve resumo histórico, mostrando uma carta em que o rio desaguava no Tejo junto a Santarém. Foram referidos vários riscos para o rio Maior, como o elevado nível de assoreamento, o mau estado de conservação das margens e a poluição que algumas actividades económicas provocam.

Carlos Frasão, Vice-presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, também recordou o tempo em que se tomava banho no rio Maior. Deu conhecimento que a Câmara Municipal está a tentar obter fundos para um plano de reabilitação da zona ribeirinha compreendida entre a nascente, a antiga Moagem Maria Celeste e a zona da Villa Romana de modo a criar um espaço de lazer e de interligação dos riomaiorenses com o seu rio. A execução desta obra seria para ser realizada até 2030.

Seguiu-se o debate entre as várias pessoas presentes na sala que revelaram saudades do tempo em que o rio Maior era limpo e preocupações com o seu estado actual e com as várias fontes de poluição, nomeadamente de algumas suiniculturas e empresas de conservas.

A exposição mostrou imagens antigas e actuais do rio Maior. Nas imagens antigas era notória a grande relação das pessoas com o rio que aí tomavam banho, lavavam a roupa, tinham as suas azenhas e noras e também servia de passeio nos dias quentes de Verão.
A exposição contou ainda com desenhos feitos pelas crianças das escolas EB1 de Arrouquelas e de São João da Ribeira.
Os versos de Ruy Belo estiveram presentes nos diversos quadros pois a sua poesia continua actual e muito ligada a esta terra.