terça-feira, 17 de maio de 2011

Jornadas Ibéricas - Por um Tejo Vivo


As V Jornadas Ibéricas "Por Um Tejo/Tajo Vivo: Em Defesa do Tejo/Tajo e Seus Afluentes" que se realizaram dias 14 e 15 de Maio do corrente ano, na Vila de Azambuja, organizadas pela Rede de Cidadania para uma Nova Cultura do Tejo/Tajo e seus afluentes e o proTEJO - Movimento pelo Tejo.

O Movimento Cívico Ar Puro participou nestas Jornadas com uma intervenção sobre o estado actual do rio Maior, comprometendo-se a envidar todos os esforços para envolver os diferentes actores (Associações ambientalistas, Autarquias e Administração Central), dos concelhos atravessados pelo rio, na sua recuperação e revitalização.



 
Ficaram antecipadamente marcadas por um acto simbólico, levado a cabo pelas organizações vindas das várias regiões de Espanha, foram despejando água limpa da cabeceira do tejo, tanto nas povoações ribeirinhas, durante o percurso (Aranjuez, Toledo, Talavera de la Reina e Valdecanas), até ao local onde as mesmas se realizaram (Azambuja). 

Nestas jornadas ficaram patentes as malfeitorias levadas a cabo pelas mais variadas entidades, públicas e privadas, em particular pelos grandes grupos económico-financeiros, com a benevolência de todos os poderes públicos que devem ter como tarefa garantir os direitos comuns, produzir e fazer cumprir legislação e regulamentação adequada para os vários sectores económicos, em ambos os países, faltando uma estratégia de desenvolvimento integrado, que potencie os recursos naturais como garantia de um equilíbrio territorial, do progresso e da justiça económico-social.

Ficou assumido por todas as organizações, participantes, dos dois países a exigência que o Tejo e todos os seus afluentes sejam encarados como uma unidade e que os governos de ambos os países, assim como os governos autonómicos e as autarquias tudo façam para que os planos de gestão da bacia do Tejo/Tajo, tanto em Portugal como em Espanha, sejam publicados este ano e colocados à discussão e participação públicas.

 Recuperem a vida no Tejo e em todos os seus afluentes, regulando de forma adequada as questões essenciais, tais como o regime de caudais ambientais assim como os objectivos do estado ecológico das águas e a biodiversidae de modo a potenciar as condições naturais para o desenvolvimento integrado tanto das populações ribeirinhas como das regiões envolvidas. Potenciando a agricultura biológica, a indústria agro-alimentar, através do aproveitamento integral da água e a sua reutilização, as pescas, o turismo e as demais actividades económicas relacionadas com o rio.

Também ficou assumido o compromisso de continuar o trabalho com o objectivo de fortalecer as organizações ambientalistas, de molde a empenhar as populações, para que assim sejam criadas as condições necessárias, para a recuperação do Tejo e seus afluentes.  





quinta-feira, 12 de maio de 2011

Suinicultura Valinho - Vale da Rosa

Exploração da Agro-Pecuária Valinho, S.A., em Vale da Rosa, Ribeira de São João.



Segundo um documento da Direcção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAP LVT), a Agro-Pecuária Valinho, está a tentar regularizar esta exploração de modo a poderem ter 5058 suínos de recria/acabamento.

Sobre o consumo de água necessário diariamente para cada suíno, pode-se usar a seguinte tabela:
   Suínos até 55 dias de idade - 3 litros
   Suínos de 56 a 95 dias de idade - 8 litros
   Suínos de 96 a 156 dias de idade - 12 litros
   Suínos de 157 a 230 dias de idade - 20 litros
   Leitoas - 16 litros
   Fêmeas em gestação - 22 litros
   Fêmeas em lactação - 27 litros
   Machos - 20 litros.
Com estes dados, consegue-se ter uma ideia da poluição que alguns milhares de porcos provocam.
Os principais componentes poluentes dos suínos nas águas e solos, são o cobre, o zinco e a amónia. Já em termos de poluentes atmosféricos, são o amoníaco e o metano.

Desde há muito tempo que os habitantes se queixam do mau cheiro e do estado imundo dos canais de água. De notar que esta queixa não é somente dos vizinhos da exploração cujas instalações se encontram a pouco mais de 100 metros de edifícios residênciais. A queixa é de todos os moradores por onde passa o curso de água até este chegar ao rio Maior. Este cheiro sente-se bem no novo parque de merendas de Ribeira de São João.

Já em 1998 a Câmara Municipal de Rio Maior, tinha deliberado por unanimidade o encerramento desta exploração por ‘graves danos ambientais provocados’, como se pode comprovar em:
Mas como estamos em Portugal, nada aconteceu e a exploração continuou a laborar normalmente.

Na semana passada decidimos ir verificar a situação actual da exploração.


Os edifícios apresentam um aspecto degradado, alguns dos quais com o tijolo à mostra.
Os terrenos da exploração não se encontram tratados.

As lagoas não estão impermeabilizadas e as margens não se encontram limpas, podendo potenciar o aparecimento de pragas de roedores e insectos.


Nota-se perfeitamente um escorrimento contínuo de líquidos não tratados das lagoas, contaminando os solos de toda esta região.


A côr dos escorrimentos, não deixam qualquer dúvida sobre a sua origem.


O site da Valinho encontra-se em:
Neste local da internet não vai de certeza encontrar estas imagens, mas sim a imagem de pessoas saudáveis e sorridentes, como:




Gostaria de deixar claro que o que nos move não é o encerramento das pecuárias, pois enquanto houver pessoas que comam carne de porco terá que haver criação de porcos.
O que queremos é que esta criação de porcos se faça de forma digna para o animal, não ponha em risco o ambiente ou a qualidade de vida a que as populações têm direito e não comprometa de forma irreversível o nosso legado para as gerações futuras.

Já a água é um recurso essencial a toda a vida no planeta e para o Homem constitui também um bem essencial em termos económicos, industriais e sociais.
Até há relativamente pouco tempo, por ignorância, este recurso foi encarado como sendo inesgotável e auto-depurador, o que levou a que tenha sido descurado de uma forma muito perigosa.
Finalmente o Homem tomou consciência que a água potável é um bem cada vez mais escasso. É então importante actuar em todos os sectores (agrícola, industrial, doméstico, serviços, …) na redução do consumo de água, no aumento da eficiência do seu uso e na reutilização da água. Não podemos esquecer é de parar enquanto há tempo de poluir e investir nos cursos de água com o intuito de os descontaminar e revitalizar.

sábado, 7 de maio de 2011

Jornadas Ibéricas 'Por um Tejo Vivo'

V Jornadas Ibéricas ‘Por um Tejo Vivo’


O Movimento Cívico "Ar Puro" vai participar nas V Jornadas Ibéricas "POR UM TEJO VIVO" - Em Defesa do Tejo e seus Afluentes, realizadas pelo Movimento proTEJO, dias 14 e 15 de Maio de 2011, em Azambuja.

Estas jornadas vão-se realizar pela primeira vez em Portugal, participam "representantes de mais de cem organizações de cidadãos e ecologistas de Espanha e Portugal, reunidas na Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água no Tejo/Tajo."
É uma realização importante para o Tejo e seus afluentes, por essa razão não podíamos ficar indiferentes, antes pelo contrário, estando empenhados em contribuir para a defesa e recuperação do nosso rio, consideramos imperativo cooperar e aprender com os saberes, as experiências e os estudos já realizados, por todas estas organizações.
"Em Junho de 2011 serão publicados os Planos de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo, em Portugal e em Espanha, que contêm as orientações de gestão e utilização da bacia do Tejo até 2015."
É imperioso que os cidadãos se empenhem na procura de soluções e exijam que sejam garantidos os caudais ambientais assim como, Planos de Gestão e Utilização da Água do Tejo e dos seus afluentes que permitam a sua recuperação e dos seus territórios.

terça-feira, 8 de março de 2011

O que os outros dizem do debate do dia 20 de Fevereiro

Foram vários os que falaram sobre o debate/exposição realizado no último dia 20 de Fevereiro sob o tema 'rio Maior, estado ecológico e potencialidades'.
Ficam aqui alguns dos artigos:

No jornal Região de Rio Maior:

No site do movimento pelo Tejo ProTejo:

No site do Fórum de Rio Maior:

No Blog 'Gota de Água':
http://coisasdoriomaior.blogspot.com/

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

«A revitalização do rio Maior viria melhorar a qualidade de vida e a economia ribeirinha»

In Região de Rio Maior, 25 de Fevereiro de 2011:

«Sessenta pessoas, aproximadamente, participaram no anunciado debate «O rio Maior:estado ecológico e suas potencialidades», promovido no último domingo à tarde, dia 20, no salão da União Recreativa Sanjoanense, em S. João da Ribeira, pelo Movimento Cívico «Ar Puro».

Contando com abordagens às problemáticas desde curso de água e da sua envolvente por banda de associações convidadas, como Paulo Constantino da Protejo, e Valdemar Gomes do Clube do Mato, bem como de Carlos Frazão Correia, vice-presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, os participantes começaram por beneficiar de uma descrição do percurso do rio desde a zona da nascente até desembocar no Tejo, de que se encarregou um dos associados do «Ar Puro», Américo Cardoso, de Arrouquelas, que se apoiou na projecção de uma série de imagens.

Moderou o debate Maria Emília Irmler, nascida em S. João da Ribeira tal como os pais e os avós - a família Paula. O pai era Joaquim Paula (...)

Já se sabe que os moradores de S. João da Ribeira e ali daquela zona andam muito preocupados, já há anos, com o estado de degradação do rio Maior.

"Estamos preocupados", confirma Maria Emília Irmler ao Região de Rio Maior.

"Eu penso que não podemos simplesmente ignorar aquilo que está à nossa volta e as mudanças. Tenho quase sessenta anos e conehci o rio desde criança, quando lá tomava banho tinha os meus 7 ou 8 anos de idade, e a transformação do rio e de tudo que está à volta dele não pode ser ignorado, tantas são as coisas que que se estão a modificar com uma rapidez! E sempre no sentido da destruição...", diz esta senhora.

É claro que o problema começa a montante e não em S. João da Ribeira. Maria Emília Irmler concorda. "sim, o problema é do rio em si, desde a nascente à Vala da Asseca e vai continuando por aí abaixo.

Os problemas daqui têm a ver sobretudo com as culturas intensivas, a produção animal intensiva e a falta de cuidado que deixou de haver com o rio", aponta. Mas acredita que há possibilidades de resolver, pelo menos parcialmente, estes problemas. "Eu penso que é essa a vontade das entidades oficiais, também da nossa Câmara e das Juntas de Freguesia. Penso que não é só uma vontade deste movimento mas uma vontade das populações e das pessoas que estão à frente das instituições. E é em primeiro lugar uma vontade de olhar bem para as coisas, refletir e ver onde é que podemos mudar alguma coisa", considera. "As mudanças não são milagres, não se fazem por milagres, fazem-se com a boa vontade das pessoas, fazem-se com estudo, com reflexão e com a participação de todos. E nós acreditamos que todos temos essa vontade!", conclui Maria Emília Irmler.

Valdemar Gomes historiou o percurso já de 10 anos de preocupações ambientais do Clube do Mato e advertiu: "O ambiente só vai ser respeitado se as pessoas sentirem que fazem parte dele".

Nazaré Varela - a Nazaré Varela que nos habituámos a conhecer no Grupo de Danças e Cantares de S. João da Ribeira -, senhora de grande saber e cultura, dispnesou-se de incómodos de saúde e andou pela Torre do Tombo à procura de fundamentos para a história da sua freguesia e do rio... Maior. para um livro que tem andado a escrever. E contou coisas, de documentos comprovativos na mão, de pasmar os mais novos e provavelmente a maior parte dos de meia-idade!

Realmente, já poucos se devem lembrar que os barcos subiam o rio até S. João da Ribeira para carregar madeira! A própria Nazaré Varela ainda chegou a andar num deles quando tinha 9 anos de idade!

O sável, que é peixe do mar, subia o rio para a desova e os pescadores vinham e barco atrás dele, está registado num documento de 29 de Março de 1758, mas agora...

Na carta de Correição de João Teixeira Albernaz, datada de 1640, o rio Maior entroncava no Tejo, mas em Santarém, não na Azambuja.

Em tempos recuados, o rio só era Maior da Calhariz para baixo, porque resultava da junção, naquela ponto, do rio S. Juan da Ribeira - que era assim que se chamava desde a nascente (Jogadouro - Bocas) até ali, com a ribeira das Alcobertas e a de Almoster, e ia dar à salgada na Azambuja.

Enfim, foi um desfiar de créditos sanjoanenses que é preciso valorizar.

Alguém referiu que apesar do estado do rio, ainda há uqem dele tire partido económico, apanhando o lagostim do rio, muito apreciado em Espanha onde é transformado em paté... Uns bicharocos que para Paulo Constantino, na verdade estão a mais no rio Maior e não só, porque não pertencem à fauna autóctone.

O rosto da Protejo fez uma explicação alargada e pormenorizada do papel da sua associação na defesa da bacia hidrográfica do tejo que, bem se sabe, é hispano-lusitano e está sujeita a transvases cada vez mais volumosos para a economia agrícola espanhola, com enorme prejuízo para as populações ribeirinhas e para Portugal que dispõe de cada vez menos água do tejo. Para ele, toda a comunidade terá que se envolver na implementação do futuro Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo.

Carlos Frazão Correia, embora reconehcendo que o estado do rio está longe de ser bom, fez notar que já esteve pior e apontou os vários fatores de poluição ao longo das décadas, que foram sendo atenuados, prevalencendo agora a das pecuárias. A revisão do PDM e o Plano Estratégico para os próximos vinte anos prevêem que todo o concelho de Rio Maior deixe de estar de costas voltadas para o rio, a exemplo do que se passou com o Mondego e o Lis, por exemplo.»

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Video 'O curso do rio Maior'

Este vídeo foi apresentado como abertura ao debate do último Domingo.
Através de imagens simples, tenta-se mostrar o curso do rio Maior desde a sua nascente nas Bocas até ao seu encontro com o rio Tejo em Azambuja.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Movimento Ar Puro na Maior TV


Reportagem da Maior TV 
sobre o debate "O rio Maior: estado ecológico e potencialidades",
promovido pelo Movimento Ar Puro

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Debate e exposição 'rio Maior: estado ecológico e potencialidades'

Hoje, dia 20 de Fevereiro, em São João de Ribeira, realizou-se o debate sobre o rio Maior, seu estado ecológico e potencialidades.

O debate que contou com a presença de mais de sessenta pessoas foi moderado por Maria Emilia do Movimento Cívico Ar Puro.

Valdemar Gomes do Clube do Mato fez a interligação entre as actividades do clube e o rio Maior. Numa iniciativa realizada pelo Clube do Mato à somente 10 anos, ainda se observou pessoas a lavarem no rio e alguma actividade piscatória.

Nazaré Varela, uma amiga de São João da Ribeira mostrou os estudos que tem vindo a realizar sobre a terra e que estão compilados num livro que espera vir a poder publicar. Entre outros factos muito interessantes, deu conta de documentos que provam que o rio antes de se chamar Rio Maior se chamava Rio São Joan.

Paulo Constantino da ProTejo (Movimento pelo Tejo) informou os presentes das iniciativas que têm sido tomadas para tentar preservar o rio Tejo e as preocupações com os transvases de água no lado de Espanha. Referindo-se mais concretamente ao rio Maior, fez um breve resumo histórico, mostrando uma carta em que o rio desaguava no Tejo junto a Santarém. Foram referidos vários riscos para o rio Maior, como o elevado nível de assoreamento, o mau estado de conservação das margens e a poluição que algumas actividades económicas provocam.

Carlos Frasão, Vice-presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, também recordou o tempo em que se tomava banho no rio Maior. Deu conhecimento que a Câmara Municipal está a tentar obter fundos para um plano de reabilitação da zona ribeirinha compreendida entre a nascente, a antiga Moagem Maria Celeste e a zona da Villa Romana de modo a criar um espaço de lazer e de interligação dos riomaiorenses com o seu rio. A execução desta obra seria para ser realizada até 2030.

Seguiu-se o debate entre as várias pessoas presentes na sala que revelaram saudades do tempo em que o rio Maior era limpo e preocupações com o seu estado actual e com as várias fontes de poluição, nomeadamente de algumas suiniculturas e empresas de conservas.

A exposição mostrou imagens antigas e actuais do rio Maior. Nas imagens antigas era notória a grande relação das pessoas com o rio que aí tomavam banho, lavavam a roupa, tinham as suas azenhas e noras e também servia de passeio nos dias quentes de Verão.
A exposição contou ainda com desenhos feitos pelas crianças das escolas EB1 de Arrouquelas e de São João da Ribeira.
Os versos de Ruy Belo estiveram presentes nos diversos quadros pois a sua poesia continua actual e muito ligada a esta terra.



















quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Alunos das escolas primárias desenham o rio Maior.

A pedido do Movimento Cívico Ar Puro, os alunos das escolas EB1 de São João da Ribeira e de Arrouquelas estiveram a desenhar o rio Maior.
Segundo foi referido pelas professoras, havia um grande desconhecimento por parte dos alunos de que pelo nosso concelho passa um rio e que como o seu próprio nome indica, já foi grande.
Estes trabalhos, vão estar expostos no debate 'O rio Maior, estado ecológico e potencialidades' que vai ser realizado no próximo dia 20 de Fevereiro às 15:00 no salão da União Recreativa Sanjoanense.
Pode ver os alunos da escola EB1 de Arrouquelas a desenharem o rio no seguinte link:
http://superarrouquelas.blogspot.com/2011/02/o-rio-maior-visto-por-nos.html

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Movimento Ar Puro na Assembleia da República

No dia 4 de Janeiro, o Movimento Ar Puro foi recebido na Assembleia da República por diversos grupos parlamentares.
Foi bom sentir que o problema da poluição ambiental resultante do mau funcionamento de algumas das suiniculturas de Ribeira de São João e de São João da Ribeira sensibilizou aqueles que nos representam na Assembleia da República.
Não se pode pretender qualidade de vida e desenvolvimento sustentado para os habitantes de Rio Maior e ao mesmo tempo fechar os olhos e permitir que o mau cheiro, a poluição dos ribeiros e do Rio Maior e as infestações continuem, sem que se cumpra a legislação vigente.

«Por causa da poluição suinícola em São João da Ribeira e Ribeira de São João»
«Movimento «Ar Puro» foi à Assembleia da República»

In Região de Rio Maior, 7 de Janeiro de 2011:

«(...) uma delegação do movimento ambientalista riomaiorense «Ar Puro» deslocou-se à Assembleia da República, onde teve reuniões com João Sequeira, deputado do Partido Socialista e membro da Comissão Parlamentar de Ambiente, Pedro Soares, deputado do Bloco de Esquerda e presidente da Comissão Parlamentar de Agricultura e Joaquim Correia, assessor do Grupo Parlamentar do Partido Ecologista «Os Verdes».

A delegação do «Ar Puro», composta por António Costa, Annick Robin, Conceição Santa Bárbara e Luís Carvalho expôs junto dos seus interlocutores o problema da poluição cuasada por suiniculturas nas freguesias de S. João da Ribeira e Ribeira de S. João.

O deputado João Sequeira, natural de Rio Maior, revelou que já abordou informalmente o problema junto do secretário de Estado do Ambiente e aguarda por mais informações, nomeadamente pelas respostas do governo aos requerimentos apresentados no parlamento, em Novembro último, pelo deputado José Gusmão, do Bloco de Esquerda.

Já o Partido Ecologista «Os Verdes» manifestou a sua disponibilidade para visitar brevemente a zona afectada.

Estas reuniões na Assembleia da República realizaram-se na sequência de cartas enviadas pelo «Ar Puro» a todos os grupos parlamentares, no pretérito mês de dezembro.

Na mesma ocasião, e sobre o mesmo problema, este movimento ambientalista cotnactou,k também por via postal, a Câmara Municipal de Rio Maior, o Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, a Inspeção-Geral do Ambiente, o Provedor de Justiça, o Governo Civil de Santarém, a Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, a Direção-Geral de Veterinária, a Administração da Região Hidrográfica do Tejo, a Autoridade de saúde Pública de Rio Maior, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e as Juntas de Freguesia de São João da Ribeira e Ribeira de São João.»


Algumas fotos com alguns dos grupos parlamentares que nos receberam:

«Ar Puro» com João Sequeira, do PS
«Ar Puro» com Pedro Soares, do BE


«Ar Puro» com Joaquim Correia, do PEV

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Governo chumbou cimenteira em Rio Maior

In Cidadania RM, 1 de Dezembro de 2010:

«O projecto foi promovido pela empresa TECNOVIA e consistia basicamente em se criar na zona da pedreira que esta empresa já possui no lugar de ‘Senhora da Luz’ uma cimenteira. A TECNOVIA pretendia investir cerca de 100 milhões de euros e criar cerca de 100 postos de trabalhos.
 
O projecto começou logo a gerar muitas desconfianças pois foi posto em consulta pública no mês de Agosto e sem ser publicitado. O local pretendido para a implementação da cimenteira foi o grande ponto de discórdia pois fica numa zona protegida, ás portas da cidade de Rio Maior e como os ventos dominantes são de Noroeste as finas partículas resultantes da moagem iriam-se espalhar por todo o concelho podendo provocar problemas de saúde a todos os seus habitantes. A passagem de um elevado número de camiões pelas estradas locais e a aparente incompatibilidade de se querer uma cidade do desporto com a cimenteira, levou a que um grupo de cidadãos se começasse a mobilizar.
 
Foi criada uma petição na Internet ‘Em defesa do Desenvolvimento e do Ambiente de Rio Maior’ que contava mais de 300 assinaturas, envolvimento do movimento cívico ‘Ar Puro’ que promoveu um debate sobre o projecto da cimenteira e outras iniciativas que foram realizadas com o intuito de questionar o projecto e reduzir ou eliminar os seus pontos mais negativos. O projecto foi de imediato contestado por diversas organizações ambientalistas que emitiram pareceres negativos, como a Quercus, a Oikos e a Geota.
 
As razões do chumbo do Ministério do Ambiente foram basicamente as seguintes:
 
- Incompatibilidade do projecto com os instrumentos de gestão territorial
(Lembrar que a cimenteira iria ficar dentro da ‘Rede Natura 2000 PTCON 0015’, ser vizinha do ‘Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros’ e situar-se a menos de 2Km da cidade de Rio Maior).
 
- Grande perturbação no trânsito
(Estava previsto o trânsito de cerca de 20 camiões por hora o que iria sobrecarregar as estradas, nomeadamente a estrada nacional 1).
 
- Falta de clareza e ambiguidades quanto ao processo de fabrico
(No projecto que foi levado a consulta pública nada indicava o tipo de equipamentos que iriam ser instalados).
 
- Falta de justificação para a construção da fábrica de cimento
(Num raio de 60km existem já 3 cimenteiras e devido à crise económica actual, a capacidade instalada no país para o fabrico de cimento é claramente excedentária).
 
- A futura linha do TGV Lisboa-Porto deverá atravessar na área pretendida para a construção da cimenteira
(A criação da cimenteira iria obrigar a redesenhar o traçado da ligação de alta velocidade entre Lisboa e Porto ou então, à cimenteira ir buscar a matéria-prima integralmente a outras pedreiras pois a linha de comboio vai provavelmente implicar a paragem da pedreira).
 
Penso que as razões do chumbo da proposta para a criação da cimenteira são razoáveis e que de alguma forma vão ao encontro das pretensões de grande parte dos habitantes do concelho. É legitimo pensar que em tempo de crise não se deva rejeitar investimentos e postos de trabalho, mas este projecto poderia trazer grandes problemas de saúde para os habitantes, bem como a perda de investimentos e postos de trabalho noutros sectores. Não sou contra a cimenteira, não concordo é com a localização proposta.»
 
(Américo Cardoso)

sábado, 27 de novembro de 2010

Movimento Ar Puro promoveu primeiro debate público sobre projecto de cimenteira em Rio Maior

In Região de Rio Maior, 3 de Dezembro de 2010:


"Manifestamos a nossa posição contra o projecto de construção de uma cimenteira junto à cidade de Rio Maior", pois "a poluição causada, a concretizar-se este projecto, colocará em causa a qualidade vida, a saúde pública, a condição de Rio Maior como «cidade do desporto» e a possibilidade de um desenvolvimento sustentado no concelho". Esta declaração foi subscrita por 24 riomaiorenses participantes no primeiro debate público sobre esta questão, que foi promovido pelo novo Movimento Cívico «Ar Puro», em Cabeça Gorda, no passado dia 28 de Novembro.

Este debate, moderado por Luís Carvalho, contou com a participação de Domingos Patacho, dirigente da associação ambientalista Quercus, que criticou a Câmara Municipal de Rio Maior plea falta de informação que tem dado à população sobre o projecto de cimenteira. "Inclusive no chamado período de consulta pública, que decorreu, estranhamente, no período de férias de Verão". Patacho alertou para os perigos de saúde que implica uma indústria destas, se for localizada tão perto de áreas residenciais. "Mesmo a Cabeça Gorda, a 10 km de distância, será certamente afectada, dado os ventos predominantes apontarem na sua direcção."

O dirigente da Quercus chamou também a atenção para os prejuízos que a poluição causada pela cimenteira poderá provocar noutras áreas de actividade da economia local, nomeadamente a nível de emprego.

A poluição causada por suiniculturas nas freguesias de S. João da Ribeira e Ribeira de S. João foi outro tema abordado neste debate. Um membro do movimento «Ar Puro», António Santos, o conhecido Tim dos Xutos e Pontapés, afirmou que se trata de uma questão de atraso económico. Citou o exemplo da Dinamarca, "um país onde há mais porcos que pessoas", mas onde este tipo de problemas, como os maus cheiros, praticamente já não existem, porque começaram a ser resolvidos nos anos 60. E com sucesso não apenas a nível ambiental mas também ao nível da sua rentabilidade. Sublinhou que a Dinamarca consegue exportar carne de porco para Portugal a preços competitivos, apesar de praticar salários muito mais elevados que o nosso país. Nomeadamente porque um efectivo tratamento dos dejectos suínos pode ser rentabilizado na produção de adubo e de energia.»

sábado, 13 de novembro de 2010

Foi fundado o Movimento "Ar Puro"

Reunidos no salão da Comissão de Melhoramentos de Cabeça Gorda, moradores das freguesias de Ribeira de S. João e S. João da Ribeira decidiram auto-organizar-se e constituir o Movimento Cívico "Ar Puro".

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Populares protestam em Rio Maior contra poluição de suiniculturas

in O Mirante, 30 de Setembro de 2010:

Um grupo de moradores das freguesias de São João da Ribeira e Ribeira de São João entregou na sessão da Assembleia Municipal de Rio Maior, que se realizou sábado, 25 de Setembro, um abaixo-assinado onde manifestam o seu “descontentamento” pela poluição causada pelas suiniculturas instaladas nas suas freguesias

No abaixo-assinado com cerca de centena e meia de assinaturas, os moradores nos lugares de Cabeça Gorda, Moinho de Ordem, Vale da Rosa “e arredores” assumem o seu descontentamento pela degradação da qualidade de vida e perigo para a saúde pública a que estão sujeitos. “A poluição causada pelas suiniculturas manifesta-se regularmente atingindo as nossas casas com intensos maus cheiros e também com a descarga de dejectos que atinge o rio Maior, afluente do rio Tejo”, pode ler-se no abaixo-assinado a que O MIRANTE teve acesso

A população exige que autoridades competentes “actuem” e “cumpram” o seu dever em relação a um problema que se arrasta há muito tempo.